Há cordas no coração que melhor seria não fazê-las vibrar.
Charles Dickens
AUTOCONHECIMENTO, PENSAMENTO CRÍTICO, REFLEXÃO, LITERATURA, ARTE, MÚSICA, ATUALIDADES
segunda-feira, 5 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
MADRUGADA
Do fundo de meu quarto, do fundo
de meu corpo
clandestino
ouço (não vejo) ouço
crescer no osso e no músculo da noite
a noite
a noite ocidental obscenamente acesa
sobre meu país dividido em classes
Ferreira Gullar
de meu corpo
clandestino
ouço (não vejo) ouço
crescer no osso e no músculo da noite
a noite
a noite ocidental obscenamente acesa
sobre meu país dividido em classes
Ferreira Gullar
segunda-feira, 29 de março de 2010
NO CORPO
De que vale tentar reconstruir com palavras
O que o verão levou
Entre nuvens e risos
Junto com o jornal velho pelos ares
O sonho na boca, o incêndio na cama,
o apelo da noite
Agora são apenas esta
contração (este clarão)
do maxilar dentro do rosto.
A poesia é o presente.
Ferreira Gullar
O que o verão levou
Entre nuvens e risos
Junto com o jornal velho pelos ares
O sonho na boca, o incêndio na cama,
o apelo da noite
Agora são apenas esta
contração (este clarão)
do maxilar dentro do rosto.
A poesia é o presente.
Ferreira Gullar
quinta-feira, 18 de março de 2010
Falta...
Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
Clarice Lispector
Clarice Lispector
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Pensamentos e Sentimentos
terça-feira, 16 de março de 2010
Essencial
Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate.
Clarice Lispector
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Pensamentos e Sentimentos
segunda-feira, 15 de março de 2010
Poetas da Escola
O céu é um lar
O mar é azul
e o céu é também
se unem em um
e a noite que vem.
Conforme o céu
tudo muda de cor
desenho em um papel
o detalhe da flor.
Cobre o celeiro
a luz do luar
o ar que respiro
é o ar de amar.
Vitoria Korb - 13 anos
O mar é azul
e o céu é também
se unem em um
e a noite que vem.
Conforme o céu
tudo muda de cor
desenho em um papel
o detalhe da flor.
Cobre o celeiro
a luz do luar
o ar que respiro
é o ar de amar.
Vitoria Korb - 13 anos
Poetas da Escola
Meu Espaço
No meu espaço há sol e árvores,
sombra que predomina nas casas,
amigos que se divertem em todos os lugares.
Ar puro, onde se respira amizade,
flores e frutos com seus deliciosos sabores,
deliciosas comidas no jantar de sexta-feira.
Beijos, música, tudo que há de bom.
Você lá encontra harmonia,
porque o meu espaço é pura alegria.
Fernanda Kuppe - 14 anos
No meu espaço há sol e árvores,
sombra que predomina nas casas,
amigos que se divertem em todos os lugares.
Ar puro, onde se respira amizade,
flores e frutos com seus deliciosos sabores,
deliciosas comidas no jantar de sexta-feira.
Beijos, música, tudo que há de bom.
Você lá encontra harmonia,
porque o meu espaço é pura alegria.
Fernanda Kuppe - 14 anos
quinta-feira, 4 de março de 2010
Poetas da Escola
Saudade
Sinto muita saudade,
Não o encontro em lugar nenhum
e procuro até o fim da cidade,
Sem você não me sinto feliz, em lugar algum,
Com tanta saudade,
É uma flor que não floresce,
Nos conhecemos aos quatro anos de idade,
Isso me enlouquece,
Meu coração chora,
Uma margarida murcha sou
Você disse apenas que me ''adora''
Mais deve lembrar também, você já me amou,
Sento-me em um balanço com flores,
E imagino você ao meu lado, com seu sorriso,
Olho o a arco-iris e lembro que víamos as cores,
Lembro-me de você chegando com o barulho do seu riso,
quando deito-me, não consigo dormir,
Choro todas as noites,
Desde que inventou de partir.
Dantara St. O - 11 anos
Sinto muita saudade,
Não o encontro em lugar nenhum
e procuro até o fim da cidade,
Sem você não me sinto feliz, em lugar algum,
Com tanta saudade,
É uma flor que não floresce,
Nos conhecemos aos quatro anos de idade,
Isso me enlouquece,
Meu coração chora,
Uma margarida murcha sou
Você disse apenas que me ''adora''
Mais deve lembrar também, você já me amou,
Sento-me em um balanço com flores,
E imagino você ao meu lado, com seu sorriso,
Olho o a arco-iris e lembro que víamos as cores,
Lembro-me de você chegando com o barulho do seu riso,
quando deito-me, não consigo dormir,
Choro todas as noites,
Desde que inventou de partir.
Dantara St. O - 11 anos
quarta-feira, 3 de março de 2010
Poetas da Escola
A sinfonia do amor
O amor é um broto que desabrocha,
É um espelho no coração,
É uma festa enfeitosa,
Que muitas vezes, some na mão.
Pode ser o amor louco, apaixonado,
Dançando lentamente,
Ou paralisado,
Confuso, consequentemente,
Um quadro a ser pintado,
Que se não retocar, amarela.
Ou tão sofrido que tende a ser apagado,
Se fosse um conto de fadas, quem me dera...
Tão lindo e tão feio, recusa.
Em laços, preso, em corações,
Mais para esquecer não tem como receber ajuda.
Sólido demais, para segurar nas mãos.
Dantara St. O. - 11 anos
O amor é um broto que desabrocha,
É um espelho no coração,
É uma festa enfeitosa,
Que muitas vezes, some na mão.
Pode ser o amor louco, apaixonado,
Dançando lentamente,
Ou paralisado,
Confuso, consequentemente,
Um quadro a ser pintado,
Que se não retocar, amarela.
Ou tão sofrido que tende a ser apagado,
Se fosse um conto de fadas, quem me dera...
Tão lindo e tão feio, recusa.
Em laços, preso, em corações,
Mais para esquecer não tem como receber ajuda.
Sólido demais, para segurar nas mãos.
Dantara St. O. - 11 anos
terça-feira, 2 de março de 2010
Poetas da Escola
Bairro dos Sentidos
O meu bairro tem muitas cores
Azul, amarelo, verde e vermelho
O meu bairro tem muitos cheiros
De flores, de frutas e do mar
No meu bairro tem um lugar
onde dá para ver o mar
E o vento que bate no rosto...
A sensação é de voar
Vendo as flores a dançar
Voltando para casa passo por uma pitangueira
Pitangas doces e maduras dá para saborear
E o dia já vai terminar
Já posso ver o luar.
Danyella Richter da Natividade - 11 anos
O meu bairro tem muitas cores
Azul, amarelo, verde e vermelho
O meu bairro tem muitos cheiros
De flores, de frutas e do mar
No meu bairro tem um lugar
onde dá para ver o mar
E o vento que bate no rosto...
A sensação é de voar
Vendo as flores a dançar
Voltando para casa passo por uma pitangueira
Pitangas doces e maduras dá para saborear
E o dia já vai terminar
Já posso ver o luar.
Danyella Richter da Natividade - 11 anos
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Canção do dia de sempre
Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Mário Quintana
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Pablo Neruda
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Pablo Neruda
sábado, 16 de janeiro de 2010
Guti Fraga
Esta obra faz parte da coleção Himalaia de Guti Fraga. Tive o privilégio de ser educanda desta grande artista e historiadora. Visite o espaço Guti Fraga!
http://www.gutifraga.com.br/
http://gutifragasabedoriaantiga.blogspot.com/
http://espaco-da-criatividade.blogspot.com/
Ser ou Estar
"Faço filosofia. Ser ou estar. Não, não é ser ou não ser, essa já existe , não confundir com a minha que acabei de inventar agora. Originalíssima. Se eu sou, não estou porque para que eu seja é preciso que eu não esteja. Mas não esteja onde? Muito boa pergunta; não esteja onde. Fora de mim, é lógico. Para que eu seja assim inteira (essencial e essência) é preciso que não esteja em outro lugar senão em mim."
(Trecho do livro As Meninas, pág 179)
Lygia Fagundes Telles
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
A disciplina do amor
"Estranho, sim. As pessoas ficam desconfiadas, ambíguas diante dos apaixonados. Aproximam-se deles, dizem coisas amáveis, mas guardam certa distância, não invadem o casulo imantado que envolve os amantes e que pode explodir como um terreno minado. Muita cautela ao pisar nesse terreno. Com sua disciplina indisciplinada, os amantes são seres diferentes e o ser diferente é excluído porque vira desafio, ameaça. Se o amor na sua doação absoluta os faz mais frágeis, ao mesmo tempo os protege como uma armadura. Os apaixonados voltaram ao jardim do paraíso, provaram da árvore do conhecimento e agora sabem..."
Lygia Fagundes Telles
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Além da Terra, além do Céu
Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.
Carlos Drummond de Andrade
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.
Carlos Drummond de Andrade
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