Mostrando postagens com marcador Reflexões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reflexões. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Amor Líquido - Zigmunt Bauman

Em seu livro, Bauman, faz um alerta sobre a fragilidade dos laços humanos que gera muita insegurança no mundo atual. Nos leva a pensar que o ser humano já não consegue mais se relacionar, nem apaixonar-se de verdade. Como as relações tornaram-se flexíveis, os relacionamentos de forma antiga se romperam, tornando as pessoas totalmente individualistas, sem laços efetivos e duradouros com ninguém. O autor menciona a questão dos vinculos afetivos familiares que atualmente estão fragilizados por conta da modernidade e do consumismo capitalista reinante no mundo. Coloca ainda a grande dificuldade que tem ou terá o ser humano para viver nesse mundo moderno sem os vinculos sociais.


sábado, 8 de maio de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Youth















 Pintor Romântico norte-americano do século 19, Thomas Cole, fez essa tela em 1842. Esse quadro chama-se ‘Juventude’. O jovem está tentando com um braço alcançar o céu.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Definitivo























Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Adultecer - A Dor e o Prazer de Tornar-se Adulto





















"Adultecer" é o termo sugerido para indicar o processo de tornar-se adulto, em um período que se estende entre os 20 e os 40 anos, fase em que, segundo alguns padrões sociais, o adulto jovem já deve ter definida sua vida. No livro Adultecer, os autores oferecem ao leitor vários capítulos referentes às vicissitudes contemporâneas na passagem da adolescência para a vida adulta, do adolescer ao adultecer. Em uma sociedade com intensas transformações, com valores e paradigmas sendo contestados, transformados e mesmo substituídos por outros, esta transição compreende peculiaridades significativas que, não raramente, originam situações bastante complexas. Engana-se quem acredita ser a idade adulta um momento de calmaria emocional!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Para Pensar...





















"A maior sabedoria é ter o presente como objeto maior da vida, pois ele é a única realidade, tudo o mais é imaginação. Mas poderíamos também considerar isso nossa maior maluquice, pois aquilo que existe só por um instante e some como sonho não merece um esforço sério."

Schopenhauer

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Disciplina é Liberdade!

Pode parecer estranho, mas não há nenhuma contradição. Quem tem disciplina faz o seu próprio caminho. E isso é ter liberdade. Renato Russo tinha razão!


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...


Aparentemente, nem todas as coisas que acontecem em nossas vidas fazem sentido. Principalmente quando não ocorrem como gostaríamos. Mas o sentido está sempre presente. O problema é que a maioria das pessoas não enxerga as frustrações como parte natural do processo de amadurecimento do ser humano. Não que o sofrimento me agrade ou que eu saiba lidar perfeitamente com esse sentimento, longe disso! O que estou tentando dizer é que as frustrações, as dores emocionais, são reais e não podem ser simplesmente ignoradas. Precisamos aprender a administrar tudo isso e compreender que o sentido não desaparece porque estamos sofrendo e sim porque não sabemos como lidar com as situações adversas. O mais comum é fugir, achar uma válvula de escape e não encarar a realidade. Pode funcionar por algum tempo, mas ninguém conseguirá fugir de si mesmo a vida inteira. Outra reação comum, é transferir a culpa do que está passando para outro. Porém, não devemos esquecer que as coisas só acontecem porque nós as permitimos. E se as permitimos, é porque fizeram algum sentido para nós, foram reais. E agora, talvez seja a hora de prosseguirmos levando apenas o que ficou de bom e redescobrir o sentido em uma nova etapa, em uma nova fase, em um novo ciclo. O segredo é não parar, é encarar as perdas como o fim de uma etapa e começo de outra, pois o sentido pode estar na próxima etapa. Nada disso é fácil. Mas é necessário aceitar as perdas para recomeçar! Fernando Pessoa descreveu muito bem o que estou sentindo. Espero que vocês possam tirar proveito desses ensinamentos e que prossigam, ao passo que buscam o sentido.
H.S.


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Fernando Pessoa

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é! Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

PENSAR É TRANSGREDIR

Lya Luft

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos, para não morrermos soterrados na poesia da banalidade, embora pareça que ainda estamos vivos. Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência : isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante : "Parar pra pensar, nem pensar !"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar. Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar : reavaliar-se .
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo. Se nos escondemos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se : a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado. Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.